SÓIS HÁ MUITOS
Vejo sóis a nascer a cada 5 minutos. Vários sóis, fazem homens sempre menos astutos. Vida triste, pé em riste do coração que vive em redutos. Maturidade dos corações que, em putos, se acham adultos. Foda-se, vida, foda-se, siga, bora dar-lhe excepções. A gente sabe que dá merda mas bora ouvir corações. Bora, chora, ri e ignora o que te faz sentir. Chora com a mesma gentileza que te faz sorrir. Põe a alma do amor na falta que ele traz. Há a ausência na guerra assim como há a ausência na paz. Gritamos como loucos, no prazer ou na dor. Ficamos nesta por hábito, ou seja pelo que for. Escuta, já não sei se a minha vida é sem ti. Mas garanto-te que, sozinho, continuo por aqui. A ver o pôr do sol. Pesado como o nascer. Sóis há muitos, mas o teu, eu nunca vou esquecer. Por isso, bebo um copo à saúde que chega atroz. Rio, frio e canto até ficar sem voz. E, afónico, canto mais um pouco a pensar em nós. Não deu, mais um sol que se pôs sem eu querer. Mas está-se ...