CARTA DE UM PENSADOR EXCESSIVO COM DEMASIADA IMAGINAÇÃO
Olá. Não quero dizer o teu nome para não alimentar mais a imaginação. É que já me chega o peso do que penso de ti sem te conhecer. Conheço apenas os raios de luz que vão dançando entre o teu sorriso contagiante e o olhar doce com que tratas as pessoas à tua volta e só isso já tem sido suficiente para que por vezes fique parado no caminho a olhar para as nuvens e a sorrir no meio da tristeza de saber que a minha saúde mental me impede de me achar digno de explorar esta situação. Eu sei que até posso vir a não gostar de ti pelos teus gostos musicais, ideologias políticas e filosóficas, forma de falar, de comer, de sonhar... Mas ao mesmo tempo sinto-me preso durante horas a imaginar como seria mergulhar nos teus braços puros e confortantes durante os anos que me restam de alguma clareza mental para, pelo menos, tentar pôr em papel o quanto gosto de ti sem sequer saber bem o teu nome, ou ter coragem para declará-lo às estrelas que conto enquanto tento não pensar em ti. Ima...