Olá, caminhador. Tu, que pisaste a terra como poucos, conta-me, os poemas precisam de rimar? Caminhaste para te aproximares das pessoas ou para te afastares delas? Conta-me, que o tempo que me resta é infinito, mas vão. Fala-me das marcas que deixaste e de quem as recebeu. Fala-me também das que trouxeste e de quem as deu. Diz-me se a saudade ganha cheiro ou se é insípida a solidão. O que eu não dava para caminhar como tu, sem destino, ou objetivo, mas nunca em vão. Senta-te um pouco comigo e conta-me, já tens coração? Conta-me se viste tanto Poente como Nascente. Diz-me se todos os versos rimam e se doem igual a toda a gente. Descobriste se a vida é sempre uma merda, ou se, para outros, é diferente? Quantos sons conheces? Encontraste dois iguais? Com quantas cores te cruzaste? Quantas delas te iluminaram o caminho? Serviram-te as felicidades nos tempos tristes? Importunaram-te as tristezas nos tempos felizes? Viste sorrisos sem lágrimas ou lágrimas sem sorrisos? Conta...