O LAMECHAS
Sem te conhecer reconheci
Que sem te conhecer conheci
Quem eu sem conhecer muito de ti
Reconheci em ti o que sem te conhecer perdi.
Que sem te conhecer conheci
Quem eu sem conhecer muito de ti
Reconheci em ti o que sem te conhecer perdi.
Ao ver esses sinais na tua face,
Percebi que quer, ou não, gostasse
E por mais que eu desejasse,
Esses sinais não eram meus.
Mas sim de quem amasse
Os sinais que na tua face
Mapeassem o repasse
Que por prazer eu sonhasse.
A verdade é que na tua alma,
Com toda e mais alguma calma
Eu vi que não havia vivalma
Que compreendesse a tua dor.
E nisso eu tive a certeza,
Que por mais forte a tua fortaleza,
Em mim nunca terias a tristeza
Que o tempo te fez sentir.
Por isso mulher, sente a firmeza
Que o meu coração com destreza,
Viu que no interior da tua beleza,
Não havia razão para temer.
E que com, ou sem, tua vontade,
Eu saberia que a verdade
Iria além da indignidade
De muito cedo te querer.
Porque em ti vi os sinais,
Que por não serem banais
Foram exactamente os tais
Que me fizeram reviver.
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