EGO MATA OU EGO MORRE
Mato o que sou para ser o que posso,
Não percebendo que assim não saio do fosso
De fazer da minha existência um erro crasso.
"É a minha natureza", digo em tom de batalha,
Mas por orgulho falho em ver a falha
Do meu pensamento de migalha.
Não percebendo que assim não saio do fosso
De fazer da minha existência um erro crasso.
"É a minha natureza", digo em tom de batalha,
Mas por orgulho falho em ver a falha
Do meu pensamento de migalha.
Penso de forma disfuncional
Que estou acima de ser igual
Ao que entendo como universal.
Só quando vejo o que sou morrer,
Nos troncos da árvore que fiz crescer,
Percebo que não tenho poder
Sobre o fruto que apodrecer,
Mesmo antes de fruto ser,
O que faz a árvore parecer
Nada mais que o espelho
Do que de mim nunca vai nascer.
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